Jeitinho brasileiro: o jeito é ser ético

A construção de uma sociedade mais ética é fundamental para que seja possível a melhora da convivência humana. O Direito, enquanto ciências sociais aplicadas, tem um poder limitado de moldar condutas e adequar os desejos pessoais às limitações necessárias para uma convivência pacífica.

No Brasil, ainda há uma grande dificuldade de dissociar aquilo que é público daquilo que é governamental, no sentido de imaginar que tudo aquilo que diz respeito à coletividade deve ser tutelado e produzido a partir de iniciativas públicas, por meio de políticas públicas ligadas aos entes federais.

A Faculdade Arthur Thomas tem consciência de que o papel do sujeito é muito maior do que o de mero expectador das políticas públicas; é necessário que os indivíduos tenham um papel central na construção de uma sociedade melhor para se conviver e isso só é possível se houver a consciência de que as relações sociais exigem ética.

As pequenas corrupções ou jeitinhos que permeiam a vida das pessoas, de tão comum, começam a fazer parte de certa cultura de corrupção. Contudo, condutas como colar na prova, “roubar” ou desviar sinal de TV a cabo ou de eletricidade, furar fila, para o carro em vagas reservadas para deficientes ou idosos, são condutas que, mesmo não sendo todas consideradas criminosas, tornam a vida em sociedade mais conturbada, menos respeitosa e, mais do que isso, produzem uma sociedade desrespeitosa ao próximo. Estas condutas representam aquilo que se convencionou chamar de pequenas corrupções.

A ética pressupõe a liberdade de escolha, ou seja, só há ética entre humanos porque são os únicos capazes escolherem as suas condutas, sem liberdade não há ética. Por esta razão, construir uma sociedade ética é algo que depende apenas das escolhas feitas pessoas. As escolhas éticas optam por uma forma de viver em sociedade que prioriza a melhor convivência.

Por estas razões, a Faculdade ao instituir este programa contribui de forma substancial para a construção de melhores cidadãos e de uma sociedade mais ética.


OBJETIVOS

1) Inserir na comunidade acadêmica (docentes, discentes e colaboradores) uma cultura ética;
2) Conscientizar a comunidade acadêmica a respeito da natureza antiética das pequenas corrupções, como a “cola” nas provas, furar fila, estacionar o carro em vagas preferenciais entre outros;
3) Formar um pensamento ético capaz de fazer com que as pessoas reflitam sobre a eticidade das suas condutas;
4) Reafirmar o caráter volitivo das pequenas corrupções, por se tratar de condutas escolhidas pelas pessoas;
5) Encerrar um pensamento corrupto de que determinadas condutas antiéticas são assim porque sempre foram desta forma ou porque todos agem desta mesma forma.

Responsáveis
Prof. Alexandro Rodeguer Baggio
Prof. Flávio Pierobon
Profa. Valéria Martins Oliveira

Realização: Projeto permanente